quarta-feira, 2 de abril de 2008

Os 36 Tsadikim (Imortais)

às 18h desta noite estaremos entrando num período muito especial e único no ano: A Noite da imortalidade (Pinchás). Para que você possa entender o quão especial será esta noite, leia o texto a seguir:

"Há somente 36 tsadikim (imortais) no mundo que recebem a presença divina (Talmude Bavlí. Sanhedrin 97b)”.

Agora, aparentemente, em algum lugar da tradição Judaica, há uma idéia clara de que há 36 pessoas justas na terra em cada geração, que são eficazmente "imortais", eles não podem morrer!

Os Highlanders

A noção dos trinta seis justos aparece no Talmude, a tradição oral do judaísmo, como um ensino de um dos rabbis babilônicos, "Abbaye". No ensino de Abbaye, o mundo requer um mínimo de trinta seis indivíduos justos a fim de que ele continue a existir.

Segue-se um argumento sobre o que acontece se não houver estes trinta seis no mundo. Como o mundo pode ser redimido? A idéia pode ter sido sugerida pela história famosa na biblia sobre Sodoma, em que Abraham discutiu com o Criador tentando evitar a destruição da cidade (gênesis, capítulo 18). O Criador concordou, se dez indivíduos justos (tsadikim) pudessem ser encontrados lá. Ele não destruiria a cidade. Abraham ganhou o argumento, mas perdeu a luta e Sodoma foi destruída, porque o mínimo, dez indivíduos justos, não puderam ser encontrados lá. Aquele é o lado secreto da história dos trinta seis. As vezes o mundo não pode conter trinta seis indivíduos justos, e então? O que acontece?

Os cabalistas dizem que, os trinta seis escondidos têm o potencial conservar o mundo, aparecem quando são necessários, e um deles é o Messias. Aparecem às vezes em um período de grandes conflitos, chamado de seus anonimatos e humildade pela necessidade de conservar o mundo.

Porque eles tem o poder para isto, e porque nós os necessitamos. Nós judeus começamos a estar familiarizados com eles, consultando a expressão em "Yiddish" "Lamed Vov-niks" (Lamed Vav é o hebraico para trinta e seis), e vendo-os em toda parte nos atos anônimos das pessoas das nações que realizam poderosos atos em circunstâncias difíceis. E porque um dos "Lamed Vov-Niks", um dos trinta seis anônimos pode ser o Messias, nós temos que tratar os desconhecidos com bondade porque há a possibilidade de que esta pessoa poderia ser o Messias.

Poderia ser a pessoa que nós menos suspeitamos, porque os trinta seis, de acordo com a cabalá, são escondidos. Podem aparecer, e não podem aparecer. Se aparecerem, podem ser conhecidos. Em cada geração, nós os procuramos em toda parte.

Um imortal: Elias O Profeta

A data de nascimento de Elias não é mencionada na bíblia, e nem a sua ascendência, uma vez que ele e Pinchás, são a mesma pessoa.

Na Tora a porção que conta a história de Pincha (Números capitulo 25:11) carrega os segredos da imortalidade, então não é de se estranhar que Pinchás apareça vivo, quase 400 anos depois, no livro de Shofetim (juizes).

Quem Era Pinchás?

Quando os Israelitas estavam acampados no deserto, um homem mau chamdo “Zinri” tomou uma mulher Midianita, e para afrontar a autoridade de Moisés e romper com os comandos da Torá de D´us, passou a manter relações sexuais com esta. Um anjo desceu ao acampamento atraído por esta tremenda negatividade, e começou a matar os israelitas. Para deter a matança, Pinchás (Finéias) filho de Elazar o Sacerdote, tomou uma lança, e atravessou com ela aqueles que praticavam tal imoralidade. Mas a tarefa não foi tão simples.

Quando Pinchás entrou na tenda de Zimri para executá-lo, milhares de Simeonitas se apressaram atrás dele e quiseram matá-lo. Tão grande foi o seu terror naquele momento que a sua alma o abandonou e ele caiu morto. Mas Deus então causou que as almas de Nadav e Avihu que haviam morrido antes no evento onde ofereceram “Fogo Estranho” no altar, encarnassem no seu corpo, e ele se tornou sacerdote, uma distinção que ele não possuia antes, desde quando Aaron e seus filhos foram ungidos para sacerdócio, pois Pinchás não era nascido. Nem foi feita a sua unção subseqüente por Aaron para fazê-lo um cohen, e isto só pode afetar a posição de alguém nascido posteriormente. Naquele momento ele se tornou imortal, de forma que, mesmo se fosse ferido, suas feridas se curariam instantaneamente. A verdade é que, até hoje Pinchás caminha entre nós.


A LENDA DOS TRINTA & SEIS JUSTOS
tradução - pesquisa & adaptação: Ligia Cabús

Os Tzadikim Nistarim ou Lamed Vav Tzadikim (ל"ו צדיקים) — são os 36 Justos — ou Pessoas Santificadas, uma noção enraizada no aspecto mais místico do judaísmo. Na gemaria*, ciência esotérica hebraica, Lamed é a letra que representa o número 30 e Vav, representa o número 6. Além disso, 36, significa "vida dupla", sendo duplo de 18, que representa "vida". Tzadikim é o plural de "Justo" [justos, portanto]. Deste modo, as "Pessoas Santificadas" são chamadas de "Os trinta e Seis". Também são denominados Tzadikim Nistarim: "Justos Ocultos", ou "Santos Ocultos".

* Gematria, gemátria, guemátria ou guimátria é o método hermenêutico de análise das palavras bíblicas "somente" em hebraico, atribuindo um valor numérico definido a cada letra. É conhecido como "numerologia judaica" e existe na Torá (Pentateuco) há mais de 3.300 anos.

A cada letra do alfabeto hebraico é atribuído um valor numérico, assim, uma palavra é o somatório dos valores das letras que a compõem. As escrituras são então explicadas pelo valor criptográfico numérico das palavras. Em português temos o livro "Numerologia Judaica e Seus Mistérios" que explica muitos sistemas de códigos relacionados à guimátria.

Segundo a tradição judaica do místico Judaísmo Hassídico ou "Chassídico", bem como em outros segmentos, existem 36 homens [seres humanos] justos cujo papel na vida é justificar a existência da raça humana aos olhos de Deus. A identidade destas pessoas é desconhecida e quando uma delas realiza completamente sua missão neste mundo, morre, e seu lugar é imediatamente assumido por outra pessoa.

O escolhido é, necessariamente, alguém que deve possuir o caráter necessário à condição de Tzaddikim. Porém, se Deus não encontrar sobre a Terra alguém bom, puro, humilde o suficiente para assumir o lugar do Tzaddikim morto, então, o mundo pode acabar no mesmo instante.

Os Lamed-Vav Tzaddikim, são chamados Nistarim, "os ocultos" ou, em tradução livre, os desconhecidos. Nos relatos folclóricos a condição de Nistarim ou, de agir anonimamente, é uma escolha, uma auto-imposição do Justo que usa seus poderes místicos para prevenir desastres e/ou proteger pessoas ameaçadas ou perseguidas. No cotidiano, vivem discretamente, em posições de pouco destaque na comunidade.

Em raras ocasiões, um deles é descoberto por acidente. O segredo não deve ser revelado. Os próprios lamed-vavniks desconhecem sua condição e se uma pessoa alega ser um dos 36, essa pessoa, certamente, está mentindo; porque a principal de virtude de um Nistarim é anavah [humildade]. Uma humildade tão sincera que o Nistarim não pode crer que, ele mesmo, é um dos 36 Justos.

Eles não se conhecem e são pessoas comuns que se sacrificam em detrimento dos outros. Sem saber, os Lamed Wufniks são os pilares secretos do universo. Se não fosse por eles, Deus aniquilaria toda a humanidade. Sem tomar conhecimento, eles evitam que o mal aconteça às pessoas à sua volta. Sem nunca se destacar na multidão, sem nunca perder seu anonimato. Sem perceber, eles são nossos salvadores.

Eles são a prova que oferecemos a Deus de que podemos ser bons e puros e, portanto, merecemos seu amor e sua misericórdia. Eles são os bodes expiatórios da humanidade. Na eventualidade de um Lamed Wufnik perceber sua importância, sua morte é certa: nenhum homem pode suportar nem 1/36 do peso do mundo.

Quando um deles sobe aos céus seu estado é de congelamento total e Deus precisa o esquentar por mil anos antes que sua alma possa se abrir ao Paraíso. E é dito que alguns continuam tão inconsoláveis em relação à humanidade que nem Deus consegue esquentá-los. Então, de tempos em tempos, o Criador adianta o relógio do Último Julgamento em um minuto.

No século VII, judeus da Andalusia (uma região na Espanha) veneraram uma rocha com forma de lágrima. Eles acreditavam que a rocha era a alma de um Lamed Wufnik desconhecido petrificada pelo sofrimento.

Esses 36 Justos, vivendo sobre a Terra, são uma espécie de garantia de salvação do mundo perante o julgamento de Deus. É por causa deles que o Criador permite a existência da Humanidade que degenera em barbárie de costumes. Essa situação remete ao episódio bíblico de Sodoma e Gomorra, quando Deus promete a Abraão que preservará a cidade de Sodoma se ali encontrar ao menos 10 homens justos.

O mito dos Lemedaviniks encerra a possibilidade de que cada pessoa neste mundo pode ser um dos36 Justos e pode agir como um deles, praticando a misericórdia e a oração pela salvação, pelo bem de toda a Humanidade. A tradição diz, ainda, que um desses 36 Justos pode, potencialmente, ser o Messias Judeu se o mundo estiver pronto para a revelação de sua identidade. Os Justos vivem e morrem como pessoas comuns.

A crença nos 36 Justos preenche, em boa medida, o culto aos santos e outras personalidades no judaísmo. O homem não precisa de intercessores celestiais posto que o mundo recebe a Misericórdia através das ações dos Justos anônimos, desconhecidos e nunca revelados. Qualquer um pode ser um deles: o articulista deste texto; o leitor ou mesmo alguém a quem todos consideram completamente desprovido (a) de qualquer mérito.




3 comentários:

assembleiabelem disse...

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Ani Dabar disse...

Essa lenda é fascinante, agradeço por postá-la. Mas vejo que o post é de 2 de abril. O Pinchás não costuma ser em junho ou julho? Como saber quando acontece, em cada ano?

Evraya d´Madvra disse...

O post original encontra-se aqui: http://comunidadedodeserto.blogspot.com/2010/06/os-imortais.html - foi copiado do antigo blog da Associação Cabalista Mundial.